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    Lavanda torna as pessoas mais confiáveis

    Postado às 14:46 do dia 28/01/15

    Enquanto, na Provence francesa, a neve cobre os campos de lavanda isolando-os, por incrível que pareça, do frio e vento intensos na superfície, nós por aqui tentamos nos refrescar deste calor.

    Foto: Musée de la Lavande, France, 03/jan/15

    Numa dessas pausas para refrescar, achei na internet um estudo feito por duas pesquisadoras da Leiden University, da Holanda, que se propuseram a demonstrar se a lavanda tornaria ou não as pessoas mais confiáveis.

    Dra. Roberta Sellaro and Dra. Lorenza Colzato publicaram o resultado do estudo no Frontiers in Psychology.

    A dinâmica foi montada em torno de um jogo envolvendo trocas de dinheiro que iniciavam com cinco euros mas poderiam envolver mais conforme os participantes confiassem uns nos outros.

    Aparentemente, o aroma relaxante da lavanda fez com que as trocas evoluíssem melhor que o aroma excitante da hortelã-pimenta, e também melhor que cheiro nenhum.

    Não parece interessante? Então espere a conclusão das doutoras, traduzida abaixo:

    “Cheirar o aroma da lavanda pode ajudar um vendedor a estabelecer mais facilmente uma negociação confiável para vender um carro, ou, numa mercearia, pode induzir os consumidores a gastar mais dinheiro comprando mais produtos.

    “O cheiro da lavanda também pode ser útil na psicologia do esporte para promover a confiança e o espírito de equipe, por exemplo, em times de futebol e vôlei.”

    Então, você já sabe: numa concessionária, se estiver sentindo cheiro de lavanda, desconfie de um desconto muito bom: o vendedor pode estar de coração mole e não vai conseguir aprová-lo com o gerente que, lá na sua sala, está entupindo o ar com hortelã! Hahaha

    Leia a matéria inteira em:

    http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-2909657/Want-appear-trustworthy-Douse-LAVENDER-Scent-aromatic-herb-promotes-bonding-study-claims.html#ixzz3Q8f9MGSN

    Beijo, Mayra.

    Comente / Aromaterapia

    Conheça Francis Hallé, o botânico das florestas tropicais.

    Postado às 0:09 do dia 22/01/15

    Um documentário extraordinário inspirado nos achados de um botânico especialista em florestas equatoriais primárias. Imagens de tirar o fôlego e a poesia de quem se acostumou a conhecer uma árvore por se sentar durante horas a desenhá-la. A experiência incomum de ver a floresta amazônica a vinte metros de altura na copa de uma figueira e a absoluta entrega de um ser humano à sabedoria desses seres que não se mexem, os vegetais.

    Francis Hallé, imagem do filme Il Était une Forêt (Luc Jacquet, 2013)

    Tudo isso faz parte do Il Était Une Forêt (2013), Era uma vez uma Floresta, não lançado ainda no Brasil, de Luc Jacquet, o mesmo cineasta do aclamado A Marcha dos Penguins, vencedor do Oscar de Melhor Documentário em 2006.

    Desta vez, distanciando-se das geleiras antárticas, a equipe de Jacquet se embrenha pelo Peru e Gabão para vivenciar o que é poeticamente chamado “florestas de chuva”, ecossistemas ainda não tocados pelos homens, mas que rapidamente desaparecem da superfície da Terra. Como companhia e guia, levam Francis Hallé (1938, França), biólogo, professor emérito da Universidade de Montpellier, que dedicou toda a vida a compreender como as plantas interagem com o meio-ambiente, trazendo à luz surpreendentes revelações que mostram que, embora elas nunca saiam do local onde surgiram, podem se comunicar à distância e mesmo identificar se a planta vizinha é ou não da mesma espécie. Entre as descobertas de Hallé, três são as mais importantes (leia em francês uma entrevista sobre isso – clique aqui): 24 modelos arquiteturais de crescimento das plantas de acordo com a verticalidade/horizontalidade, de acordo com o modo de crescimento dos ramos, e a disposição das inflorescências; o conceito de “crescimento tímido”, mecanismo que faz com que espécies de uma mesma árvore, brotadas proximamente, jamais cruzam seus galhos; e a noção de “unidades reiteradas”, sistema de reprodução de uma jovem árvore usando como suporte uma mais velha, da mesma espécie.

    Estruturas arquitetônicas de crescimento das árvores segundo Francis Hallé (Ilustração Heléne Barrier em Revue-Entre.fr

    Francis Hallé ilustracao Helene Barrier sur revue_entre fr

    (Se você entender francês, pode fazer uma exploração virtual desta empreitada no site http://www.iletaituneforet-expedition.org)

    Li duas entrevistas com Francis Hallé e decidi traduzir algumas partes. Ver alguém apaixonado por plantas, falando delas com tal veneração, é tocante. Neste momento de crise hídrica sem par na história do Brasil, um recado de Francis parece profético: “Não importa como seja o futuro, nós precisaremos das florestas. Não toquem nelas”.

    #10 – N'y touchons plus ! – Voyages en forêt des pluies from Wild-Touch on Vimeo.

    Confira abaixo alguns trechos.

    Legendas:

    (A) – extraído de Rue89, 13/01/2015, por Thibaut Schepman (clique para ler no original)

    (B) – extraído dos videos da websérie Il Était une Forêt Expedition (clique para ver) e da séria educativa Appendre la Nature (clique para ver)

    Rue89: Nos seus livros e no filme Il Était une Forêt, o senhor dá testemunho frequente de sua imensa paixão pelos vegetais. Como isso surgiu?

    Francis Hallé: Quando eu era estudante na Sorbonne, nos anos 1950, eu me interessava pelos animais, como, aliás, 99% da classe. Eu já tinha ido bem longe os estudando quando percebi que os vegetais são muito mais interessantes que os animais.

    Eu me toquei disso num dia em que vi uma planta brotar sozinha na minha janela, sem que eu cuidasse dela. Continuei observando-a, e a vi dar flores, depois sementes e então se multiplicar. Achei isso de uma híper inteligência e de uma grande independência. (A)

    ***

    Rue89: Como o senhor explica que haja, há muito tempo, tão pouca pesquisa e interesse pelas plantas, muito menos que pelos animais?

    FH: Porque nós somos animais! (A)

    ***

    Rue89: Como o senhor observa as árvores?

    FH: Quando estou nos trópicos, eu me coloco em frente à arvore e faço um desenho. Para registrar o que vejo, tenho necessidade de desenhar. Frequentemente me perguntam por que me indomodo de desenhar se existe máquinas fotográficas formidáveis. Mas é porque, para desenhar uma árvore, isso leva uma hora, a gente fica refletindo durante todo este tempo, se pergunta questões no momento em que árvore está diante de nós. (A)

    ***

    Rue89: O que nos falta para nos maravilharmos com as plantas?

    FH: É mesmo difícil se maravilhar com uma coisa que não faz barulho nem se mexe.

    A maior parte das crianças pensa que as árvores não são seres vivos. Quando falo disso a elas, surgem discussões acaloradas. Eu lhes explico que a vida não é o caso de se mexer e fazer barulho; a vida é reproduzir-se e evoluir. As plantas fazem tudo isso e quando percebemos, é apaixonante. (A)

    ***

    Rue89: O senhor já disse muitas vezes que tentou inutilmente chegar a uma definição de árvore. Conseguiu?

    FH: Não! É muito complicado porque há muitos casos particulares entre as 70.000 espécies de árvores e porque nossas palavras são adaptadas para descrever animais, mas não as árvores.

    As escolas florestais dizem que é preciso ter 7 metros de altura e que tenha galhos. Mas existe um tanto de árvores sem galhos e, na África, uma planta de 7 metros é uma grande erva, não uma árvore!

    Não existe nenhuma definição que contemple todas as árvores. Diurante muito tempo eu disse: “Se você topar com seu carro numa planta e ela o quebrar, se trata de uma árvore.” Mas mesmo esse troço simplista não é verdade: me mostraram na África do Sul uma árvore que cresce embaixo da terra e da qual apenas algumas folhas a atravessam. (A)

    ***

    Rue89: O que ainda falta descobrir sobre as árvores?

    FH: Estou convencido de que o essencial ainda precisa ser descoberto. (A)

    ***

    FH: Eu sei, por outro lado, que as plantas possuem muitas qualidades que podem nos inspirar [enquanto seres humanos sem predadores que se destroem graças à superpopulação], notadamente a autossuficiência, a discrição e a não-violência.(A)

    ***

    O que que quero demonstrar, fazer germinar na ordem do dia, é que as plantas são absolutamente essenciais; sem elas, nada de vida. Essas plantas têm uma importância tal que ela autorizam a vida de todo o resto, isto é, dos animais e da gente. (B)

    ***

    Comecei estudar as florestas tropicais em 1960. Achávamos que elas eram inesgotáveis, algo que nos parecia invencível. E hoje está quase tudo acabado. A situação se tornou bastante grave. Na duração da minha vida eu vi desaparecer quase todas as grandes florestas primárias da Terra. Quero mostrar que as florestas equatoriais não são o inferno verde,  um lugar perigoso, mas apenas um local que conhecemos pouco e mal, que não é feito para nós; nós podemos tolerar, mas não são feitas de jeito nenhum para nós; e são são apaixonantes. (B)

    ***

    Uma definição de floresta? Um monte de plantas, uma ao lado da outra, que a gente vê, e muitos, muitos mais animais que não vemos.

    É claro que existem muitas diferenças entre as plantas e os animais, mas a principal, aquela que é a mais importante e deu origem a todas as outras é a maneira de se mover. Os animais, eles se mexem, vão atrás do alimento. Por isso, faz sentido que os órgãos dos sentidos estejam na frente. Mas a maneira de se nutrir nas plantas é totalmente, totalmente diferente: elas se alimentam da luz solar, através das folhas, estes captadores de sol. Assim é fácil entender porque as plantas podem ser imóveis. A imobilidade lhes convêm muito bem. Mas elas necessitam de animais vetores. E é isto uma floresta: a interrelação de seres vivos. (B)

    ***

    Nos trópicos, é necessário contar sete séculos para uma floresta secundária voltar a ser primária; na Europa, dez séculos. É bem demorado, bem demorado. (B)

    ***

    Nada é mais precioso no planeta que o solo. O solo é como um aparelho digestivo que digere tudo que cai sobre ele. (B)

    ***

    VOC, termo para compostos orgânicos voláteis. É a através deles que as plantas interagem, uma vez que não podem se mexer. Um exemplo é quando falta água. As plantas podem fazer chover sobre elas. Elas são como pavios, jogando toneladas de vapor de água na atmosfera. Mas acontece que mesmo numa atmosfera muito úmida pode não chover; é preciso que haja um “germe” que faz a chuva cair. Este “germe” são os VOCs. Eles sobem até as nuvens, as moléculas de água se aglutinam ao redor dele, formando uma gota, depois outra, e a chuva cai.

    Os VOCs também fazem a comunicação entre plantas e animais. Hoje é um tema científico muito estudado, com vários laboratórios; mas há 30, 40 anos, isso faria todos darem risada.

    ***

    Muitos acharam que uma planta não produz excrementos. Mas nossos amigos da física mostram, pelas leis da termodinâmica, que uma máquina de fazer energia como esta, que a transforma em matéria, produz certamente algum dejeto. Há muitos séculos os botânicos querem saber onde estão os escrementos das plantas. Mas creio que há uma dúzia de anos, temos a solução e o dejeto das plantas é uma molécula muito complexa que se chama lignina, que confere rigidez às árvores. Como isso acontece? A lignina é uma substância líquida que, quando sai da célula, é extremamente tóxica, mas ela é produzida por células, os vasos, que são destinados a morrer. Então faz sentido que as árvores armazenem a lignina em células que vão morrer. E elas conferem rigidez a esses vasos, de modo que este dejeto das plantas as ajudam a crescer. E podemos perguntar por que uma planta guarda seus dejetos enquanto os animais não. Bem, uma resposta pode ser porque elas são imóveis, então precisam se haver com seus excrementos. Mas descobriram uma maneira de fazer com eles sirvam a algum propósito. (B)

    ***

    Uma floresta tropical na verdade são duas florestas: a de cima, formada pela canópia, onde a vida acontece; e a de baixo, da vegetação rasteira, onde as matérias são decompostas. A canópia é a floresta do presente; a de baixo é a floresta do passado, mas também do futuro, onde ocorre a mineralização de tudo que cai da canópia.

    O que sabemos sobre a canópia. Algo essencial é que é o local mais vivo do mundo, é o ápice da biodiversidade terrestre e marinha. Canópia é a superfície aérea de uma floresta, aquela que recebe a luz do sol. (B)

    ***

    Qual é a diferença entre uma floresta tropical e uma floresta temperada? Aqui temos as quatro estações: verão, primavera, outono e inverno, enquanto que lá há apenas duas: a estação seca e a estação úmida. Quando está chovendo, a floresta tropical está no seu máximo, é um local fértil para a vida. Mas para a evolução existe a necessidade de limitações. Não é que não existam limitações para uma floresta tropical. É que nela as limitações são fortes, bem fortes, as dadas pelas interações entre plantas e animais, principalmente. Nas florestas temperadas, as limitações, que a empurram para a evolução, são físicas, dadas pelo clima. (B)

    ***

    O homem tem origem tropical e sempre foi questionado por que ele migrou. Bem, hoje acredito que já exista consenso sobre isso que se o o homem migrou para o norte ou para o sul foi para escapar da pressão do parasitismo. Claro, o clima ficaria pior, mas ele poderia se livrar dos parasitas. Então, os parasitas não são apenas um detalhe em nossa história, mas é fundamental. (B)

    E, então? Não ficou apaixonado pelo tema e por ouvir Francis Hallé?

    Eu fiquei!

    Um abraço de cheiro, Mayra.

    20 Comentários / Botânica, Citações, Vídeo

    Trilogia Resenhada – O Desaparecimento do Universo

    Postado às 11:45 do dia 13/01/15

    Desaparecimento do Universo

    Em 1975, os Drs. Helen Schucman e William Thetford, psicólogos e pesquisadoros da Columbia University (Nova Iorque, EUA), trouxeram a público um volume com 1.188 páginas chamado Um Curso em Milagres (UCEM).

    Composto de três livros, o volume havia sido ditado a Helen, durante sete anos, por uma consciência que ela identificou como sendo a de Jesus Cristo. Elaborado para ser um guia de autoestudo espiritual, ele vem atraindo milhões de pessoas em todo o mundo, que se reúnem em Grupos de Estudos para compreender a mensagem de não-dualismo radical que o UCEM propõe, capaz de libertar da ilusão de que, em algum momento, pudéssemos ter nos separado de Deus.

    Comecei estudar o Curso em 2013. É algo árduo, pois ele revisa os conceitos do cristianismo com os quais estão acostumados e, ao mesmo tempo, olha para a vida à luz da Física Quântica. No entanto, no ano passado, conheci os livros escritos por um professor do Curso, Gary R. Renard, que fez tudo ficar mais claro.

    Norte-americano também, músico aposentado, ele tirava seu sustento de investimentos na bolsa de valores quando começou receber a visita de dois mestres ascensionados, Arten e Pursah. A visita deles tinha um objetivo específico: fazer Gary compreender a mensagem do UCEM.

    Durante nove anos, Gary conversou com Arten e Pursah e, em 2002, publicou O Desaparecimento do Universo (DU), livro que resumiu esses encontros e se tornou um best-seller espiritual instantâneo nos países de língua inglesa. A fama é justificada: DU é um livro definitivo. Ele não apenas desconstrói as explicações usuais que damos para nossa vida na Terra, como ensina a ferramenta mais poderosa de libertação espiritual: o perdão quântico.

    Gary continuou recebendo as visitas de Arten e Pursah durante os próximos dez anos e lançou outros dois livros, que completam a trilogia: Sua Realidade Imortal, e O Amor Não Esqueceu Ninguém.

    Se você acompanha um pouco de minha trajetória, sabe que já estudei algumas filosofias espiritualistas, em especial a do yoga e do budismo. Eu não recomendaria a você a leitura da trilogia O Desaparecimento do Universo e o próprio UCEM se não fossem algo impressionante.

    Coloquei as resenhas dos três livros em meu blog As Melhores Partes dos Livros que Li, forradas de citações comentadas.

    Passe por lá para ler. Espero que goste.

    Abraços de cheiro, Mayra.

    Comente / Minhas Leituras e Estudos

    Palestra online gratuita – 19/fev

    Postado às 10:58 do dia 09/01/15

    Temos um vencedor! Aroma, a História Cultural dos Odores.

    Clique na imagem para ampliá-la.

    ***

    Escolha o livro-tema da palestra

    Abrindo as atividades de 2015, escolhi a data de 19 de fevereiro para dar uma palestra online gratuita cujo tema será um dos três livros abaixo:

    Livro Aroma, a História Cultural dos Odores

    1 – Aroma, a história cultural dos odores (Constance Classen et alii)

    >>> Um passeio por como as várias culturas percebem e lidam com o cheiro, realizado por uma equipe de antropólogos. Para apaixonados por curiosidades sobre povos e etnias e que gostam de história.

    Livro  A Casa da Sabedoria

    2. A casa da sabedoria (Jonathan Lyons)

    >>> Reflexões sobre como o Oriente determinou a maneira como o Ocidente pensa a partir do contato dos primeiros cruzados com a civilização árabe. Para quem curte novos paradigmas e é fã de astrologia, alquimia e religiões.

    Livro - O Segredo do Chanel N.5

    3. O segredo do Chanel n.5 (Tilar J. Mazzeo)

    >>> Uma jornalista mapeia as razões que fazem do Chanel N.5, até hoje, um dos perfumes mais vendidos da história. Para amantes da perfumaria e do mercado de luxo, com pinceladas sobre a história da França e da II Guerra.

    Escreva nos comentários qual livro você quer que seja o tema da palestra.

    A maioria vencerá.

    FAÇA SUA ESCOLHA ATÉ O DIA 31 DE JANEIRO.

    Data da palestra:

    19 de fevereiro – quinta-feira

    Horário:

    Das 21h às 22h (Horário de Brasília)

    Participação:

    Gratuita

    Login e senha da sala de aula virtual:

    Será divulgado no Facebook, na véspera do evento, neste link: https://www.facebook.com/events/447068428780902/

    E também será divulgado no Google+, neste link: https://plus.google.com/u/0/events/c26kd4ljt1de7ft7m1rsb3g8pek?authkey=CIC8oNrT9aG1lQE

    Informações:

    mayra2@casamay.com.br

    11 Comentários / Aromaterapia, Citações, Meus Cursos e Eventos, Minhas Leituras e Estudos, perfumaria


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